TSE ordena remoção de postagens falsas sobre ato pró-Lula

O ministro Bellizze, do TSE, ordena remoção de publicações falsas associando vídeo de uso de drogas a ato de campanha de Lula na Avenida Paulista, incluindo per

Por Redação | 13/10/2026

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenou a remoção de publicações nas redes sociais que vinculam um vídeo falso a um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. A decisão, proferida na segunda-feira (12) pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, atendeu parcialmente a um pedido da campanha de Lula e visa combater a desinformação. O ministro não aplicou multa aos envolvidos.

As publicações em questão misturam imagens genuínas do ato na Avenida Paulista, em São Paulo, com um vídeo de uma mulher utilizando um pó branco, supostamente cocaína. De acordo com a campanha de Lula, o vídeo da mulher foi gravado no Chile e não possui qualquer relação com o evento brasileiro, circulando nas redes sociais inclusive antes da manifestação na Paulista.

Decisão Abrange Políticos e Influenciadores

A determinação de Bellizze para a remoção das postagens é direcionada a perfis de figuras públicas, incluindo o candidato Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, e o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC). Também foram notificados o influenciador Pablo Marçal e o deputado Rony Gabriel (PL-RS).

O ministro estabeleceu um prazo de 24 horas para que as publicações sejam apagadas. Bellizze justificou a decisão afirmando que o vídeo em questão pode induzir o eleitor ao erro, prejudicando a integridade do processo eleitoral. A plataforma Meta, responsável por redes sociais como Facebook e Instagram, também foi instruída a remover o mesmo vídeo do perfil @sociedadeemfatos, caso ainda esteja presente.

Combate à Desinformação Eleitoral

Essa medida do TSE reforça a atuação da justiça eleitoral no combate à disseminação de conteúdo enganoso durante o período eleitoral. O ministro Bellizze considerou que a associação indevida de um vídeo sem relação com o ato político representa um risco à informação do eleitorado, podendo influenciar indevidamente sua percepção sobre os candidatos e eventos de campanha.

A decisão destaca a importância da veracidade das informações veiculadas nas redes sociais, especialmente em momentos cruciais como o segundo turno das eleições. O foco é garantir que o eleitor possa formar sua opinião com base em fatos e sem a interferência de conteúdos que distorcem a realidade dos eventos políticos.

Com informações da Agência Brasil.